Tenho evitado estar nos mesmos lugares, salas, setores e tudo mais.
Tenho evitado olhar nos olhos.
Tem dado certo todas essas ações, dia desses subitamente senti um beijo na minha nuca, era ele que alegando estar com saudade do meu cheiro não se segurou de vontade.
E me pergunto porque quem ficou com vergonha fora eu, se quem agiu maculando sua masculinidade havia sido ele?
Eu tenho fugido diariamente e vibrando todas as vezes que cosigo terminar o expediente sem que tenha proferido ou demostrado que queria seu toque, sua boca, sua saliva em mim.
As vezes parece que eu estou tão seguro, outras me pego à caminho de cometer as maiores loucuras.
Hoje ainda, depois de ver aqueles lábios tão rosados e me perguntar porque precisam brilhar tanto pra chamar minha atenção o convidei pra quando sairmos daqui nos encontrarmos finalmente em um lugar a sós.
Terei a resposta mais tarde e já me sinto muito mal em notar que me coloco a disposição de alguém que patentemente só quer brincar comigo.
Já me peguei pensando no que pode acontecer se a resposta for sim e a ansiedade me consome tanto quanto a dualidade do que sinto.
Convite Insano
Agosto 31, 2007 · Deixe um comentário
→ Deixe um ComentárioCategorias: Confissões
Devia
Agosto 10, 2007 · Deixe um comentário
Eu não sou nenhuma criança,
eu tenho mais de 30 e sei que cegonha não existe, mas que dá raiva saber que papai-noel é invenção humana pra vender brinquedos isso dá.
Eu não sou mais nenhum adolescente que se apaixona com as primeiras promessas, mas dá raiva saber que a boca que encosta na sua não quer muito além de brincadeiras de adolescentes.
Eu não fiz tudo que queria, mas fiz bem mais do que deveria.
Eu ainda estou com aquela vontade de fazer besteira, mas cada dia que passa o resto de bom senso que tenho toma conta do lugar que era do edonismo nas raias do meu raciocinio.
Eu quero fazer besteira
com a boca que me beija furtivamente no trabalho
com os corpos bem desenhados que passeiam pela minha vista enquanto faço 25 minutos de esteira na academia.
Eu quero fazer besteira.
Mas não se faz besteira sozinho e com quem quero fazer desde as ultimas semanas tem brincado comigo.
Devia ter arrancado aquela lingua.
Um dia ele lamenta não ter aproveitado e eu agradeço não ter realizado
→ Deixe um ComentárioCategorias: Confissões
Fiz besteira
Agosto 6, 2007 · Deixe um comentário
Fiz besteira
mas não foi com quem queria, na verdade foi mais carencia do que vontade.
E me senti mal.
Engraçado , das outras vezes embora tenha sentido um certo incomodo, dessa vez me deu uma sensação terrivel, indescritivel, meio com féu e envenenado.
Passei as ultimas horas remoendo pesadelos, culpas e pesares. Acordei para trabalhar transuente quase sem sentido, mas sentindo tudo pelo qual me culpei nas ultimas horas.
Hoje, justo hoje meu caso de boca espreitou-me e me roubou um beijo, castiguei sua lingua em sucções mais fortes até ele reclamar de dor.
Aquilo me excitou!
Estou com vontade de fazer com ele o que fiz no sabado.
Sem pudores quase vulgar e sem fulgor mas principalmente sem ser fingido.
Estou com vontade de perder o resto de amor próprio que ficou e desesperadamente me jogar em abismo em direção ao fundo do poço.
Ainda que saiba que nas regras do desejo o fácil e o estar a disposição não dão tesão.
Estou com vontade de ligar pra ele e dizer que quero hoje a noite ainda que mal consiga olha-lo nos olhos no dia seguinte.
Estou com vontade mas morrendo de medo.
O medo que queria ter tido sabado quando aquele telefone tocou.
O medo que deveria ter parado de sentir quando sai daquele carro.
E pela primeira vez eu não sei se isso é um desabafo, uma confissão ou uma insensatez.
→ Deixe um ComentárioCategorias: Beijo · Confissões · Confuso · Crônicas · Vontade
O que vier é lucro
Julho 28, 2007 · Deixe um comentário
Os dias passaram,
meus olhos não procuraram os dele e eu estava me sentindo meio que bobo, não que me tenham feito eu me fiz.
Então decidi que faria o papel de bem resolvido e disposto a cometer mais insensatez.
Quando foi hoje nos encontramos por acaso e foi acaso mesmo eu havia ido buscar uns documentos no escritório e ele sei lá o que fazia ali. Apenas nós dois naquele vão de mesas e computadores. Pedi um beijo e ele balançou o dedo negativamente dizendo que eu não merecia. Me aproximei pra perguntar porque e deixando meu nariz a poucos centimetros do dele fui beijado. Aquelas mãos já acariciavam minhas costas encendiando minhas vontades então começei a passear minha mão esquerda pela sua coxa, fui subindo até sua virilha querendo a constatação de que realmente ele não usa cuecas como um dia me disse antes.
Ele ficou nervoso e eu também fiquei quando o barulho de outras pessoas escravizadas pelo trabalho em um sábado de manhã chegou aos meus ouvidos, peguei meus papeis e fui embora.
Depois em casa, fiquei me perguntando o que tinha sido aquilo que fiz e depois de muito pensar racionalizei que o que senti depois do último escrito me fez ver que de nada adianta ser pudico e decidi que se for pra continuar com esse jogo de quero-quero, vou querer jogar de verdade.
Então,
se ficarmos a sós e os beijos forem daqueles que pedem algo mais eu terei esse algo mais.
Se quiser passar mão em partes do corpo que até aqui não tive coragem, eu farei e desfrutarei de todo prazer que puder obter.
Eu não serei mais o recatado.
E das duas uma, ou ele se assuta e acaba com essa história que vem se estendendo por quase 3 meses ou o que estamos afim de que aconteça realmente acontecerá.
E o que vier é LUCRO!!!!
→ Deixe um ComentárioCategorias: Beijo · Confissões · Crônicas
Somente mais um
Julho 24, 2007 · Deixe um comentário
Por pior que seja o pecado. Por mais vil que seja o pecador.
Na hora que este sente dor, o inocente pode notar os atos que o vitimaram.
E hoje foi assim.
Ele sofria pela perda de um ente-querido e por me ser querido ofereci meu ombro e junto meus ouvidos.
Entre suas lagrimas os desabafos e confissões.
Confessou que sentia-se mal por ter adulterado e desabafou que daquele dia em diante isso não iria mais se repetir.
Conclui que nosso cinema estava cancelado e que tal fardo se referia a minha pessoa já que em minha ignorância eu pensava ser a única boca que ele beijava além da esposa.
Que inocência da minha parte.
Fiquei surpreso ao ouvi-lo dizer que se referia a uma colega de trabalho que em outras conversas tidas não passava de uma garota que constantemente lhe fazia convites escancarados e inconvenientes.
Escancarada ficou minha cara ao ouvir com poucos detalhes até onde os dois chegaram.
E inconveniente fiquei ao lembrar o quanto eu me contive para não passar dos beijos.
Aqui com esse teclado e esse pequeno monitor de LCD eu fiquei a me perguntar em que extremo meu coração se encontra.
Pois se de um lado existe o medo desse pesar na conciência afetar nosso jogo de quero-quero do outro há um certo enojar por descobrir que fui apenas mais um.
Que de especial eu não tive nada além da vontade.
Espero que acabe tudo assim, pois isso está me fazendo mal.
→ Deixe um ComentárioCategorias: Confissões · Crônicas
Primeiro Encontro
Julho 21, 2007 · Deixe um comentário
Toda a semana sendo fiel às minhas próprias decisões pra no ultimo dia entregar os pontos.
Se na segunda foi fácil porque eu não queria;
na terça foi tranquilo porque praticamente não nos vimos.
Se a quarta foi rápida devido o volume de trabalho que surgiu na quinta bateu uma leve saudade.
Pior foi na sexta onde mesmo com força de vontade cedi aos meus caprichos.
Mas o que mais me intriga é que nem houve investidas, foi apenas um abraço disfarçado de sincero que começou singelo em comemoração ao dia do amigo e culminou com a libidinosidade de uma leve fungada no pescoço.
Ai pronto. Eu baixei a guarda e entreguei os pontos, discretamente pedi pra darmos uma volta no fim do expediente.
Caminhamos conversando e nessa conversa admiti que passei os ultimos dias fugindo e pra meu espanto ele nem havia percebido. Talvez eu esteja me superestimando.
Porém me senti estimado quando repentinamente ele me convidou pra um cinema.
Marcado para um sábado a tarde, embaldo pela frase de que teriamos uma tarde inteira só para nós.
Eu já perdi alguns minutos em devaneios imaginando como será essa sessão.
Se segurar as mãos já me entorpece anseio reclinar minha cabeça em seus ombros e entre sorrisos e olhares poder sonhar com esse futuro primeiro encontro.
→ Deixe um ComentárioCategorias: Crônicas
Contagem dos pontos
Julho 19, 2007 · Deixe um comentário
Começei a relutar comigo mesmo sobre o assunto, virou uma batalha interna de um lado o bom senso e os valores morais do outro o edonismo e a inconsequencia.
- Ponto pro bom senso quando eu me controlo
- Ponto para os valores morais quando fujo
- Ponto pro edonismo quando ele compra um celular
- Ponto pra inconsequencia quando eu peço o numero.
A minha futura saída desse ambiente seria o suficiente pra acabar com o jogo que entitulei como quero-quero. Mas depois da contagem dos pontos pode ser a mesma coisa.
Ontem eu falei de catalizar ou decantar a relação…
Relação??
Já estamos nesse nível??
- Ponto pro edonismo.
Estou confuso.
→ Deixe um ComentárioCategorias: Confuso
Decanto ou Catalizador?
Julho 18, 2007 · 1 Comentário
Há poucos minutos ele esteve em minha mesa para pegar um documento, agimos com naturalidade e embora em alguns momentos tivessemos oportunidade de trocar pelo menos aqueles sorrisos que nos alimenta eu evitei olhar nos olhos dele.
No intimo esperava que ele manifestasse alguma atitude que quebrasse essa minha força de vontade, mas talvez ele tenha percebido que eu estou fugindo ou talvez hoje ele esteja com a mesma força de vontade que a minha.
Em nossa conversa franca falamos sobre tentar parar, mas como já registrado no texto não ficou nada acertado entre nós.
Mas nos últimos dias tenho sentido um peso, embora esse peso não diminua nem um pouco as minhas vontades.
Sei que ele passa pelas mesmas neuras, afinal temos em comum muito mais do que a vontade de colar os corpos e a boca, temos os mesmos receios e valores, os mesmo títulos , condições e principalmente temos o mesmo pensamento sobre o assunto.
Talvez esse hiatus sirva pra decantar esse descontrole sobre nossas próprias vontades mas também pode ser um catalizador para concretizar os atos que apenas passaram pela nossa mente.
E eu prefiro me abster em dizer qual dessas possibilidades me convém.
→ 1 ComentárioCategorias: Confissões · Crônicas
Evitando
Julho 17, 2007 · Deixe um comentário
Não aconteceu nada ontem.
O dia terminou sem que tivessemos a oportunidade de ficar a sós e adimito que não me esforçei pra isso.
Dessa vez quem estava fugindo era eu.
Só não sei até quando.
Em breve sairei da empresa e a ideia de uma despedida já sondou minha mente, mas eu estou tentando não deixar esse pensamento virar proposta.
Hoje eu ainda irei fugir ou pelo menos não incentivar para que algo aconteça.
Até os elevadores estou evitando.
Que coisa!
→ Deixe um ComentárioCategorias: Crônicas
Incompatibilidade
Julho 16, 2007 · Deixe um comentário
Ontem eu pensei muito em nós e no que poderia fazer hoje com ele.
Hoje eu decidi evita-lo e pode parecer paranóia mas parece que hoje ele decidiu me procurar, porém não encontrou momento pra me abordar, ainda ousou me massagear o ombro e sorrir com o que considerei fulgas.
Sei que hoje ele quer trocar caricias, beijos e abraços
Mas não sei se eu quero, isto é, sei que minha pele deseja mas meu intelecto não está muito afim.
Conto depois o que aconteceu.
→ Deixe um ComentárioCategorias: Confissões · Vontade